19/08/2010

A festa do bicampeonato continental

Já era madrugada do dia 19 de agosto quando, à 0h28min, o capitão Bolívar ergueu a cobiçada taça da Libertadores. O zagueiro estava acompanhado por seu filho, Tales, que no primeiro jogo da final havia sonhado que seu pai marcaria um gol. O Beira-Rio explodiu em um só grito quando Bolívar colocou o troféu sobre a cabeça: “Bicampeão!”.


Momento mágico: jogadores com a taça da Libertadores da América

Logo em seguida, uma bateria de fogos de artifício foi detonada para delírio da massa no Gigante. Em meio à nuvem de fumaça e papeis picados, o grupo campeão saltava feliz da vida no palco armado pela Conmebol no centro do gramado. Antes, Pelé havia distribuído as medalhas aos jogadores e membros da comissão técnica, que também receberam abraços do Rei. O técnico Celso Roth foi um dos mais cumprimentados pelo maior jogador da história, que vestia um terno vermelho na noite de gala no Beira-Rio.

Uma faixa gigante foi estendida no gramado com a frase “Eu já sabia”. Enquanto os jogadores do Chivas se dirigiam para o vestiário, a torcida cantava: “Adeus, Chivas, adeus, Chivas!”. Como fez em 2006, Rafael Sobis correu em volta do gramado empunhando uma bandeira gigante do Inter. Logo depois, o grupo campeão da América deu início à volta olímpica, com a taça passando de mão em mão. Os jogadores pararam em frente à Guarda Popular, onde ficaram por um bom tempo interagindo com os torcedores. Foi uma festa linda!


Sobis reeditou a antológica comemoração de 2006

A comemoração no vestiário

Se no campo a euforia foi contagiante, no vestiário a comemoração foi emocionante. Jogadores, dirigentes, funcionários e familiares dos atletas festejaram muito o bi da América. Clemer era um dos mais emocionados, beijando a todo instante mais uma medalha conquistada pelo Inter. Clemer foi campeão da Libertadores e do Mundial em 2006 como goleiro, e agora, como preparador de goleiros, teve a grande missão de treinar Pato Abbondanzieri, Lauro e Renan. “Me considero um predestinado. Cheguei neste clube como goleiro, mudei de função e mesmo assim continuo conquistando títulos”, vibrou.

O brilho da categoria de base

Lado a lado no vestiário, Leandro Damião e Juan, jogadores vindos das categorias de base, sentiam-se privilegiados pela oportunidade e pelo crescimento profissional que o Inter lhes ofereceu. “Somos da base, e é muito gratificante ajudar a equipe a conquistar um título como este. Agora temos que aproveitar cada vez mais as oportunidades que aparecerem”, comemorou Damião.


Os argentinos querem muito mais

Depois de pular, gritar e tocar bumbo na frente da torcida Popular, o meia D’Alessandro chegou ao vestiário vibrando muito. Perguntado sobre a importância do título, o argentino disse que a situação não parecia real. Estava sem palavras, muito emocionado. Quando o casal de filhos pulou em seu colo, ele dedicou a sua carreira aos pequenos. Era a família presente, um exemplo e reflexo do grupo unido do Inter. O outro hermano, Guiñazu,  que estava abraçado com familiares e amigos, expressou o amor que sente pelo Inter: “É um momento único na minha vida, tenho que continuar aqui e quero muito ganhar mais campeonatos com o Internacional”, projetou o volante.

A volta aguerrida 

Eles levantaram a taça em 2006 e depois foram jogar no exterior. Com a experiência adquirida e muita vontade de retornar ao clube colorado, Renan, Rafael Sobis e Tinga foram os reforços que abrilhantaram o bi da América. Sobis mais uma vez foi decisivo em uma final. Marcou o primeiro gol e confirmou que o investimento da diretoria em trazê-lo de volta traria muitas alegrias para o Inter. Já Renan era só sorrisos, e nas palavras exaltava o orgulho de ser colorado: “Retornei para ser campeão. É uma consagração. Espero ser lembrado eternamente na história do Clube”, disse o goleiro.


O campeão de tudo

Se tem alguém no elenco do Inter que é o verdadeiro campeão de tudo é Índio. Desde 2005, o zagueiro já conquistou 10 títulos. Um número que, segundo ele, representa a dedicação, vontade e superação. E ainda promete: “Todas as taças possíveis eu já venci, mas ainda vou lutar para buscar cada vez mais vitórias”, garantiu Índio.

Humildade e pés no chão

Semblante de satisfação e ao mesmo tempo de muita humildade. Este era o retrato do lateral-direito Nei e do meia Giuliano. O primeiro agradeceu o apoio do torcedor e enalteceu a força do grupo: “Somos muito unidos, sempre tivemos entrega total. Quando vinham as críticas, superamos com bons resultados. Agora realizo o sonho de todo jogador de futebol: ser campeão da América”, falou o orgulhoso Nei, autor do primeiro gol do Inter nesta Libertadores. Já Giuliano, o goleador colorado na competição, com seis gols, era só agradecimentos: “Muito obrigado ao Inter. Sou muito novo e já tenho este título na carreira. Vou continuar meu trabalho, com muita humildade e vontade” disse o predestinado meia-atacante.


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