19/08/2010

Destaques da decisão da América

Mobilização do tamanho da América

Foi uma noite de gala no Beira-Rio. Mais de 50 mil colorados lotaram o estádio e apoiaram o time com muita energia na grande final da Libertadores da América de 2010. A festa começou muito antes da partida. A cidade inteira se envolveu de uma maneira ou outra coma decisão continental. Foi impossível ficar alheio.


Alecsandro comemorou junto à torcida após o jogo

Muitas horas antes da decisão, a movimentação já era intensa no entorno do Gigante, o que obrigou o Clube a antecipar a abertura dos portões. As arquibancadas foram tomadas muitas horas antes do apito inicial. A massa cantou os hinos do Inter e Rio-Grandense de maneira comovente, num preâmbulo do que estava por vir. Os cânticos de guerra aqueciam a maior e melhor torcida do Rio Grande. Quando o time entrou em campo, o Beira-Rio rugiu. Era noite do mundo conhecer o novo campeão da América!

Sobis matador

Que jogador iluminado! Rafael Sobis nasceu para fazer gols decisivos. Como havia sido em 2006, quando marcou dois gols no primeiro jogo da final contra o São Paulo, a conquista do bicampeonato também teve a participação crucial do atacante. O placar estava desfavorável, o jogo tenso. Foi quando Rafael Sobis penetrou na área e ganhou dos zagueiros na velocidade para desviar a bola, com a pontinha do pé, para o fundo da rede. O Inter empatava o jogo e dava início à reação. Na comemoração, o jogador parecia não acreditar que havia marcado mais um gol em uma final de Libertadores. “Ninguém veio comemorar comigo na hora. Até achei que não tinha valido o gol. Foi tudo muito rápido e mágico. Fico muito feliz por ter ajudado na conquista deste título”, comemorou Sobis.


Sobis abriu o caminho da virada para cima do Chivas Guadalajara

Leandro Damião: um jogo, um gol

Foi a sua única partida na Libertadores. Mas ela é inesquecível. Leandro Damião saiu do banco de reservas para marcar um lindo gol, o segundo da vitória por 3 a 2. E foi um golaço! O atacante roubou a bola no meio-campo, deu uma meia-lua no marcador e disparou em direção à área, em um percurso de 51 metros. Quando estava frente a frente com o goleiro mexicano, soltou uma paulada indefensável. Na comemoração, o jogador oriundo das categorias de base tinha no rosto um misto de choro de emoção com alegria pela importância do gol marcado na final. Damião escreveu seu nome na história desta conquista continental.


Leandro Damião virou o placar no segundo tempo

Giuliano, o artilheiro colorado

Ele foi um dos principais nomes do Inter na campanha do bicampeonato. Seus gols foram todos decisivos. E não foram poucos: Giuliano marcou seis e foi o artilheiro do Inter na Libertadores. Na maioria das vezes, ele saiu do banco de reservas para ajudar o time a vencer, assim como foi contra o Chivas na grande final. E foi uma pintura de gol: Giuliano passou entre dois marcadores, e já dentro da área, teve qualidade de sobra para dar um toquezinho na bola, que passou por cima do pé do zagueiro e do goleiro Michel. Foi o ato final de uma trajetória de sucesso do meia-atacante. “Eu não sabia para onde correr. Foi muito emocionante”, contou o predestinado garoto em entrevista exclusiva à TV Inter, na cabine de imprensa.


Cena corriqueira na Libertadores 2010: Giuliano partindo para a comemoração

Vira-vira

Assim como foi no México, o Inter buscou a vitória no segundo tempo. O time não se abateu e voltou do intervalo com muita energia para mudar o placar. Com muita disposição, o Inter marcou três gols e mudou a história do jogo. Na partida de estreia, contra o Emelec, já havia sido assim. O Inter foi um especialista em reverter placares nesta Libertadores.

Despedida inesquecível

Não poderia ser melhor o último jogo de Sandro pelo Inter. Antes de cruzar o Oceano Atlântico rumo à Inglaterra, onde defenderá o Tottenham, o camisa 8 conseguiu cumprir o seu objetivo que era o de ser campeão da Libertadores. Campeão da Copa Sul-Americana em 2008, o garoto formado nas categorias de base do clube colorado agora já tem no seu currículo o título mais importante do continente. Definitivamente, Sandro desponta como um dos principais volantes do futebol brasileiro. Após o jogo, a torcida gritou o seu nome. “Tenho muito a agradecer ao Inter. Ele sempre ficará no meu coração”, disse o jogador.

Fica, Celso Roth

O treinador caiu nas graças da torcida. Quando seu nome foi anunciado no sistema de som do estádio antes do jogo, a massa gritou: “Fica, Celso Roth!”. E não é para menos. O treinador foi um dos grandes responsáveis pela remobilização do grupo de jogadores a partir da semifinal. Na partida desta quarta, a vitória colorada teve mais uma vez a sua positiva interferência. Roth colocou Leandro Damião e Giuliano, e ambos marcaram gols. Faltava um título expressivo na carreira do treinador. Agora não falta mais. Roth é campeão da Libertadores! “Antes perguntavam porque eu nunca chegava. Agora sou o cara do tiro curto”, disse o comandante colorado na coletiva pós-jogo.

D’Alessandro conquista sua primeira Libertadores

O argentino teve uma atuação destacada contra o Chivas. Com seus dribles rápidos e desconcertantes, enervou os mexicanos. Por conta disso, sofreu diversas faltas, muitas delas duras, como a cometida por Arellano, que acabou sendo expulso. Ao final do jogo, D’Alessandro comemorou intensamente, afinal, foi a primeira vez que conquistou a Libertadores.

Obsessão pelo Brasileirão

Agora o Inter irá em busca do tetracampeonato brasileiro. Este foi o discurso do técnico Celso Roth, dos jogadores e dos dirigentes em meio à comemoração do bi da Libertadores. O vice-presidente Fernando Carvalho foi enfático: “O Brasileirão será a nossa obsessão a partir de agora. Temos qualidade suficiente para brigar por mais este título. Este é o nosso foco”, afirmou.


Outras notícias
Loja Virtual