18/08/2010

Personagens da conquista do bicampeonato da América

Eles foram verdadeiros guerreiros atravessando a América rumo à conquista do título da Libertadores. O empenho máximo de cada um dos jogadores nas 14 partidas da campanha vitoriosa foi decisiva para que o Inter chegasse ao bicampeonato. Confira abaixo o perfil dos atletas que se destacaram nesta conquista histórica.

Goleiros

Renan

Jogador formado nas categorias de base do Inter, Renan voltou ao Beira-Rio após três temporadas no futebol espanhol. Chegou em meio ao recesso da Copa do Mundo e participou da preparação para a partida contra o São Paulo, pela semifinal. Foi seguro no primeiro jogo, no Beira-Rio, e no duelo do Morumbi, teve equilíbrio emocional e não se abateu com o gol sofrido ainda no primeiro tempo em uma cobrança de falta. Presente no grupo campeão de 2006, Renan conquistou seu segundo título continental pelo Inter.


Renan defendeu o gol colorado a partir das semifinais

Jogos na Libertadores 2010: 4
Nº da camisa: 28
Ficha técnica

Pato Abbondanzieri

Foi o goleiro titular em 10 dos 14 jogos da campanha colorada. Sua experiência foi fundamental em diversas partidas, e mesmo quando estava na reserva, passou muitas dicas aos companheiros, afinal, Pato é um especialista em Libertadores. Pelo Inter, chegou ao seu quarto título continental (os outros três foram pelo Boca Juniores). Suas melhores atuações nesta edição foram nos empates contra Emelec e Deportivo Quito, ambos no Equador, quando literalmente fechou o gol colorado.


Pato Abbondanzieri conquistou  pela quarta vez a Libertadores

Jogos: 10
Nº da camisa: 25
Ficha técnica


Zagueiros

Bolívar

Remanescente do time campeão em 2006, Bolívar assumiu a braçadeira de capitão a partir das semifinais e foi um verdadeiro ‘General’ da defesa colorada.  Assim como foi na campanha do primeiro título, ele ficou notabilizado pelo espírito de liderança dentro do grupo e autoridade no enfrentamento aos adversários. Conciliou de maneira perfeita força e técnica. Não se contentou em apenas defender, Foi à frente e marcou dois gols, um deles decisivo, na vitória sobre o Chivas, no México, no primeiro jogo da final.


Bolívar assumiu a braçadeira de capitão com a chegada de Celso Roth

Jogos: 12
Gols: 2
Nº da camisa: 2
Ficha técnica

Índio

Zagueiro colecionador de títulos, esteve presente em todas as conquistas recentes do Inter. Nesta Libertadores, Índio foi mais uma vez um leão ao lado de Bolívar na zaga colorada. Desde a chegada de Roth, passou a atuar com muita qualidade pelo lado esquerdo, posição inédita para o jogador até então. Com seu estilo sóbrio, sempre garantiu segurança nos momentos mais difíceis das partidas. Aos 35 anos, é um dos zagueiros mais vitoriosos do futebol brasileiro. Seu nome está escrito para sempre na história do Inter.


Índio, o zagueiro multicampeão do Inter

Jogos: 7
Nº da camisa: 3
Ficha técnica

Sorondo

Será para sempre lembrado como o autor do gol da vitória sobre o Estudiantes, aos 42min do segundo tempo, no primeiro jogo das quartas de final, no Gigante. Foi um gol muito valioso, já que o Inter se classificou mesmo com a derrota de 2 a 1 na partida de volta, em Quilmes. Foi titular até as semifinais, quando perdeu lugar no time que migrou para o esquema 4-2-3-1.


Sorondo marcou o gol na vitória de 1 a 0 sobre o Estudiantes, no Beira-Rio

Jogos: 9
Gol: 1
Nº da camisa: 14
Ficha técnica

Fabiano Eller

O zagueiro é um raro jogador brasileiro tricampeão da Libertadores. Campeão pelo Vasco da Gama, em 1998, e pelo Inter, em 2006, Eller volta a colocar a faixa de campeão no peito após quatro anos, quando formou a zaga ao lado de Bolívar e Índio. Na edição deste ano, atuou em apenas quatro partidas, mas foi garantia de experiência e segurança quando esteve em campo.


Fabiano Eller já tem três Libertadores no seu currículo

Jogos: 4
Nº da camisa: 4
Ficha técnica


Laterais

Nei

O lateral-direito abriu o caminho da conquista da América com um golaço que empatou a partida de estreia contra o Emelec, no Beira-Rio. O chute de muito longe acertou o ângulo do goleiro equatoriano, fazendo o Gigante explodir de alegria pela primeira vez na vitoriosa campanha da Libertadores. O Inter reagiu e virou o placar, com Alecsandro marcando o gol da vitória. Nos demais jogos (ficou de fora de apenas uma partida) foi um lateral extremamente equilibrado.


Nei marcou o primeiro gol do Inter na Libertadores 2010

Jogos: 13
Gol: 1
Nº da camisa: 15
Ficha técnica 

Kleber

Pela lateral esquerda foram criadas muitas das jogadas ofensivas do Inter nesta Libertadores, e lá sempre estava Kleber. Com sua técnica apurada, o experiente jogador foi peça essencial do time. Da canhotinha calibrada do lateral saíram cruzamentos que se transformaram em gols e chutes certeiros. Na partida de ida contra o Banfield, pelas oitavas de final, ele marcou um gol de placa de fora da área. Na final no Beira-Rio, fez a precisa assistência para o gol de Sobis. Kleber conquistou pela primeira vez na sua carreira o almejado título continental. 


Kleber foi sinônimo de qualidade na lateral esquerda

Jogos: 13
Gol: 1
Nº da camisa: 6
Ficha técnica 


Volantes

Sandro

Foi um dos jogadores mais equilibrados do time ao longo da competição, tendo atuado em todas as 14 partidas. Ao lado de Guiñazu, o volante revelado pelas categorias de base foi um gigante em frente à área colorada. Com a faixa de campeão da Libertadores no peito aos 21 anos, Sandro se despediu do Internacional e partiu para o Tottenham, da Inglaterra, seu novo clube. No Beira-Rio, será para sempre lembrado como um jogador de refinada técnica e conduta exemplar. 


Sandro deixa o Inter com o sentimento de dever cumprido

Jogos: 14
Nº da camisa: 8
Ficha técnica 

Guiñazu

Ídolo da torcida, Guiñazu foi tudo o que se esperava dele nesta Libertadores. Tendo a garra como sua principal virtude, o volante argentino foi implacável na marcação aos adversários nas 14 partidas da campanha. No seu melhor estilo de jogador incansável, correu mais de uma centena de quilômetros em campo, lutando por cada palmo do gramado. A conquista do título continental consagra a carreira deste jogador que é um dos principais símbolos da raça do Inter.


El Cholo Guiñazu, o guerreiro argentino do Inter

Jogos: 14
Nº da camisa: 5
Ficha técnica 

Tinga

Autor do gol do título da Libertadores 2006, o volante voltou ao Inter em meio à preparação para as partidas da semifinal contra o São Paulo. Teve boa atuação no Morumbi até ser expulso. Voltou para o segundo jogo da final e teve a felicidade de dar mais uma vez a volta olímpica no Beira-Rio com a taça mais cobiçada do continente.


Tinga em ação contra o São Paulo, no Morumbi, pela semifinal

Jogos: 2
Nº da camisa: 16
Ficha técnica


Meias

Giuliano

Jovem talento revelado pelo Paraná Clube, Giuliano chegou ao Beira-Rio para a temporada 2009. Não demorou muito para o jogador mostrar todo o seu valor. Mais do que isso: provou que é predestinado, decidindo jogos para o Inter nesta Libertadores. Nas quartas de final, contra o Estudiantes, foi dele o gol que manteve a equipe colorada viva na competição, marcado no finalzinho da partida. O destino foi novamente favorável ao garoto de 20 anos na semifinal do torneio continental. Seu gol, que garantiu a vitória contra o São Paulo, no Beira-Rio, pelo jogo de ida, foi fundamental para a classificação no Morumbi. Nas finais, não foi diferente. Giuliano balançou as redes em Guadalajara, contra o Chivas. Na partida de volta, também deixou sua marca. Foi o goleador do Internacional na Libertadores, com seis gols.


Predestinado: Giuliano foi o goleador do Inter na competição, com seis gols

Jogos: 13
Gols: 6
Nº da camisa: 11
Ficha técnica

D'Alessandro

Dono de uma inteligência diferenciada e um pé esquerdo invejável, o meia-atacante foi o maestro do Inter nesta Libertadores. Nas partidas decisivas, chamou a responsabilidade para si e foi fundamental para a conquista do bicampeonato. Driblou muito, arriscou venenosos chutes de longe e ajudou até mesmo na marcação, com a mais pura raça argentina. A imprensa estrangeira não titubeou em eleger D'Alessandro como o destaque da equipe colorada. Foi a primeira Libertadores conquistada pelo argentino.


D'Alessandro foi o cérebro do meio-campo colorado

Jogos: 13
Nº da camisa: 10
Ficha técnica

Andrezinho

A articulação de jogadas é sua principal arma e isso apenas se comprovou nesta Libertadores. Andrezinho foi um reserva de luxo do Inter. Quando precisou, o jogador correspondeu à altura. Tanto é que atuou dez vezes mesmo sem ser peça fixa do time titular. Contra o Deportivo Quito, na última rodada da fase de grupos do torneio, ele abriu o placar na goleada colorada por 3 a 0. Seu cruzamento preciso proporcionou o gol de cabeça de Sorondo contra o Estudiantes no Beira-Rio, pelas quartas de final. Na partida de volta, na Argentina, o meia encontrou Giuliano em meio à fumaça no estádio em Quilmes para o garoto fazer o gol que classificou a equipe à semifinal.


Andrezinho foi um reserva de luxo do Inter nesta Libertadores

Jogos: 10 
Gol: 1
Nº da camisa: 17
Ficha técnica


Atacantes

Alecsandro

Seu faro de artilheiro foi imprescindível. Alecsandro fez gols decisivos na trajetória rumo ao bicampeonato: marcou na partida de estreia contra o Emelec, no confronto com o Cerro, pela fase classificatória, nas oitavas de final diante do Banfield e no Morumbi, contra o São Paulo, gol de desconto que garantiu a passagem à final. Completou 100 partidas pelo Inter no jogo decisivo contra o Chivas, no México. Infelizmente, uma lesão muscular o tirou do jogo de volta, mas nada que diminuísse sua participação na conquista do bicampeonato. Foi o segundo artilheiro colorado na competição, com quatro gols.


Alecsandro marcou gols decisivos para a conquista do bicampeonato

Jogos: 13 
Gol: 4
Nº da camisa: 9
Ficha técnica

Taison

Taison é mais uma das joias descobertas pelas categorias de base que triunfaram no time profissional do Inter. O atacante viveu bons momentos na Libertadores, principalmente após a chegada de Celso Roth, quando se tornou titular absoluto. Suas arrancadas verticais rumo ao ataque e os dribles secos foram armas eficientes do time colorado na reta final da competição.


Taison reafirmou seu futebol na Libertadores com a chegada de Celso Roth

Jogos: 11
Nº da camisa: 7
Ficha técnica

Rafael Sobis

Outro campeão de 2006 que chegou para a fase semifinal. Entrou no final do primeiro jogo e no segundo tempo da partida contra o Chivas, no México. Na segunda partida da final, marcou o primeiro gol que deu início à virada de 3 a 2. Formado nas categorias de base do Inter, o atacante retornou ao Beira-Rio após passagem pelo futebol espanhol e árabe para colocar pela segunda vez a faixa de campeão da Libertadores no peito.


Rafael Sobis conquistou seu segundo título continental pelo Inter

Jogos: 3
Gol: 1
Nº da camisa: 23

Ficha técnica

Leandro Damião

Ele jogou apenas a segunda partida da final. Entrou aos 27min do segundo tempo no lugar de Rafael Sobis, e já no seu primeiro lance, arrancou com a bola dominada do meio-campo, avançou em velocidade e chutou com força na saída do goleiro para fazer o segundo gol colorado. Damião é iluminado!


Leandro Damião comemora o segundo gol sobre o Chivas na decisão

Jogo: 1
Gol: 1
Nº da camisa: 22
Ficha técnica

Celso Roth

O treinador chegou ao Beira-Rio no recesso da Copa com a missão de mobilizar o grupo para a semifinal contra o São Paulo. Em um curto prazo de tempo conseguiu reciclar o plano tático do time. Sob o seu comando, o Inter jogou o moderno futebol total, com muito equilíbrio em todos os setores. Celso Roth conquistou o título de expressão que faltava na sua carreira justamente pelo clube que o projetou.


Celso Roth recebe o abraço dos jogadores: treinador remobilizou o grupo

Jorge Fossati

Esteve à frente do comando técnico do time até as quartas de final. Foram cinco vitórias, três empates e duas derrotas.

Clemer

Quatro anos depois de participar da primeira conquista da América vestindo a camisa 1 do Inter, Clemer coloca no seu currículo mais um título continental, agora como preparador de goleiros. Logo na sua primeira temporada na nova função, mostra que tem um futuro promissor, afinal, é um multicampeão nato!

Demais campeões:

Juan

Jogo: 1
Nº da camisa: 19
Ficha técnica

Bruno Silva

Jogos: 2
Nº da camisa: 12
Ficha técnica

Wilson Matias

Jogos: 5
Nº da camisa: 21
Ficha técnica

Glaydson

Jogos: 2
Nº da camisa: 20
Ficha técnica

Everton

Jogos: 3
Nº da camisa: 27
Ficha técnica

Edu

Jogos: 6
Nº da camisa: 18
Ficha técnica

Lauro

Muriel

Ronaldo Conceição

Walter

Jogos: 8
Gol:1

Danilo

Jogo: 1


Vice-presidência de futebol:

Vice-presidente: Fernando Carvalho
Assessores de futebol: Giovanni Luigi, José Cláudio Oliveira de Lima (Cuca), Roberto Siegmann e Silvio Silveira
Diretor executivo de futebol: Newton Drummond (Chumbinho)

Comissão técnica:

Treinador: Celso Roth
Auxiliares técnicos: Humberto Ferreira e Maurício Dulac
Observador técnico: Guto Ferreira
Preparador físico: Fábio Mahseredjian
Preparador de goleiros: Clemer Melo da Silva
Coordenador de preparação física: Élio Carravetta
Auxiliar de preparação física: Flávio Soares
Fisioterapeutas: Mauren Mansur e Rodrigo Rossato
Médicos: Carlos Poisl, Guilherme Caputo, Luiz Crescente e Paulo Rabello
Nutricionista: Lenice Carvalho
Assistente social: Maria Bernadette Guichard
Massagistas: Paulo Renato Avis da Silva (Banha) e Juarez Quintanilha
Roupeiros: Gentil Passos e Ismael da Silva
Seguranças: Alessandro da Silva Santos, Derly Roberto e Osmair Silva
Supervisor de logística: Adriano Loss
Gestão do presidente Vitorio Piffero 2009-2010


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