Nilson

Nilson

Nilson Esídio Mora

Artilheiro secular
Centroavante Nilson foi o autor dos dois gols da virada no Gre-Nal do Século

Por Bruno Pantaleoni (matéria publicada na edição 61 da Revista do Inter)

Tarde ensolarada de domingo no Beira-Rio. Era dia 12 de fevereiro de 1989. Semifinal da Copa União, o Campeonato Brasileiro de 1988. Cerca de 80 mil torcedores lotavam o Gigante para acompanhar o clássico Gre-Nal de número 297. A partida dava vaga para a final da competição e também classificava para a Copa Libertadores da América. Por esses motivos passou a ser chamada de ‘Gre-Nal do Século’. Este foi o dia em que Nilson Esídio Mora, ou simplesmente Nilson, centroavante do Internacional nas temporadas de 88 e 89, entraria para a história do Clube e conquistaria um espaço terno na memória do torcedor colorado.


Nilson (D) comemora um dos muitos gols pelo Inter

Obviamente tratava-se de uma partida nervosa. Mas a situação não começou muito positiva para o Internacional no Gre-Nal do Século. O adversário saiu na frente aos 16 minutos do primeiro tempo com Marcos Vinícius. O torcedor poderia achar que a situação já estava ruim, no entanto piorou ainda mais quando o árbitro Arnaldo César Coelho expulsou o lateral direito Casemiro aos 37 minutos do primeiro tempo.

Com um jogador a menos e perdendo por 1 a 0, o Inter voltou para o segundo tempo. Mas Nilson, artilheiro da Copa União, então com 13 gols, mostrou sua estrela. Em cobrança de falta de Edu, o atacante de 1,88m e 23 anos subiu mais que a defesa gremista e empatou o jogo aos 16 minutos da segunda etapa.


Nílson empata o jogo de cabeça

Com grande demonstração de raça, a equipe do Inter seguia pressionando o adversário, mesmo com a desvantagem numérica. Aos 26, novamente brilhava a estrela de Nilson. Maurício fez boa jogada pelo lado direito, passou por dois marcadores e bateu cruzado rasteiro. No local certo, na hora certa, era onde estava o camisa nove para escorar a bola para a rede, virar o placar e dar início à festa no estádio Beira-Rio. O centroavante carimbou a classificação para a final e para a Libertadores, e ainda teve o mérito individual de ser o artilheiro da competição, com 15 gols marcados. “Esse foi o jogo da história. Eu estava em uma tarde iluminada. A partida ficou muito difícil porque a nossa equipe estava com um jogador a menos. Mas tive a felicidade de fazer os dois gols nesse confronto épico e entrar para história do Internacional”, relembra Nilson.


Centroavante Nilson escreveu o seu nome na história do Gre-Nal do Século

A passagem foi curta pelo Inter, mas o carinho permanece na memória. “Um clube que me acolheu muito bem e que me deu a primeira grande oportunidade na carreira. Fui muito bem recebido por todos, principalmente pela torcida, e foi onde eu realmente comecei a minha carreira futebolística. Então meu carinho pelo Inter é com certeza muito grande”, destaca Nilson, o artilheiro do inesquecível Gre-Nal do Século, que fez aumentar ainda mais a supremacia colorada em cima do maior rival. Atualmente, o ex-jogador vive em São Paulo e trabalha como promotor de eventos.



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