Chico Fraga

Chico Fraga

Francisco Fraga da Silva

Lateral-esquerdo bicampeão brasileiro se destacou pelos gols em cobranças de faltas e de pênaltis

Por Leonardo Fister

Francisco Fraga da Silva, mais conhecido como Chico Fraga, nasceu em Porto Alegre no dia 2 de outubro de 1954. O atleta começou a carreira de jogador profissional no Internacional em 1975. No Clube, ele teve a oportunidade de trabalhar exaustivamente o fundamento da bola parada. Uma de suas referências foi o ponteiro direito Valdomiro. “A vontade que o Valdomiro tinha foi um exemplo pra mim, fora a sua qualidade das bolas paradas, e ele também estava sempre de bom humor. Além do Carpegiani, eu admirava muito a parte técnica dele”, conta Fraga.


Chico Fraga defendeu o Inter nos anos 70

Na sua temporada de estreia no Inter conseguiu duas grandes conquistas. Em agosto, convocado para a Seleção Brasileira, ele foi campeão do Pan Americano no México. Entretanto, o maior título viria no final do ano. Jogando de titular na lateral esquerda, Fraga ajudou o Inter a conquistar o troféu do Campeonato Brasileiro pela primeira vez. “O Minelli como treinador e o Gilberto Tim na preparação física trabalhavam intensamente nos treinos. O Rubens Minelli foi o principal responsável pelo meu sucesso logo no início de carreira”, avalia Fraga.

No ano seguinte, o lateral participou da Olimpíada de Montreal, no Canadá, onde marcou gols de falta e por pouco não conquistou uma medalha olímpica. A Seleção terminou a competição em quarto lugar. Entretanto, o jogador venceria mais duas competições pelo Internacional: o octacampeonato gaúcho e o bicampeonato brasileiro. Em 1977, transferiu-se para o Náutico Capibaribe e foi artilheiro da equipe no campeonato pernambucano, marcando muitos gols de bola parada. Ao longo da carreira, também atuou por São Paulo, Fluminense, Sport Recife, Colorado-PR, Joinville, Brasil de Pelotas e XV de Jaú. Parou de jogar em 1986, aos 32 anos.

Em 2001, trabalhando no departamento de futebol do Inter, Fraga propôs um projeto inovador. Uma equipe multidisciplinar para exercitar o treinamento de bolas paradas (faltas, pênaltis e escanteios). O grupo envolvido na atividade estudou todos os aspectos físicos, técnicos e emocionais que envolvem esse trabalho específico. A tarefa foi desenvolvida inicialmente nas categorias de base. Dois anos depois, com a chegada de Muricy Ramalho, a metodologia foi implantada no time profissional. Os resultados começaram a aparecer e o time colorado melhorou o seu aproveitamento nesses fundamentos.


Lateral (E) foi campeão brasileiro em 1975

Após a saída de Muricy, os demais treinadores deram sequência ao trabalho. Um dos técnicos que mais apostou no projeto foi Abel Braga, em 2006. Coincidência ou não, o Internacional conquistou a Libertadores da América e o Mundial de Clubes naquele ano. Até hoje, Chico Fraga segue desenvolvendo trabalhos específicos de bola parada, tanto para as categorias de base quanto para o grupo profissional. “A responsabilidade é grande de ensinar tudo que aprendi e vi. Não posso guardar pra mim, preciso passar adiante o conhecimento, inclusive o que aprendi com outros craques ao longo dos anos. Hoje, a bola parada tem 70% de importância durante um jogo. Se tem um jogador com qualidade, tento lapidar ele e treinar forte, pois temos maiores chances de ganhar jogos e campeonatos”, observa Fraga.



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