Christian

Christian

Christian Corrêa Dionísio

Apelidado pelos torcedores de Jesus Christian, jogador foi o maior artilheiro do Inter em uma só edição do Brasileirão

Por Leonardo Fister

O atacante Christian Corrêa Dionísio é mais um dos ases oriundos do Celeiro Colorado. Natural de Porto Alegre, o jogador nasceu em 23 de abril de 1975. Começou nas categorias de base do Inter em 1989. Três anos depois, o atleta tentou a carreira no futebol português, entretanto, não obteve êxito. Apesar do revés nos gramados, ele considera que sua primeira passagem pela Europa valeu como experiência. “Aprendi bastante por lá. Dentro de campo houve algumas alegrias, mas na maior parte foi tristeza. Entretanto, valeu pelo aprendizado. Eu me desenvolvi como pessoa e tive uma base educacional muito boa.”, afirma. 


Christian foi destaque do time na temporada de 1997

Em 1996 ele retornou ao Internacional, mas foi na temporada seguinte que sua estrela brilhou. “O ano de 1997 foi marcante porque foi quando tudo começou. A partir daí eu comecei a acreditar que poderia me tornar um jogador de alto nível. Eu sabia que, uma hora ou outra, haveria a oportunidade de entrar na equipe e fazer bons jogos”, destaca. Ao lado de Fabiano, Christian formou uma das mais bem sucedidas duplas de ataque do Internacional. Juntos, eles ajudaram o Inter a conquistar o título gaúcho, em cima do Grêmio, e a terminar o Campeonato Brasileiro de 1997 na terceira colocação. O centroavante terminou a competição com 23 gols e tornou-se o maior artilheiro do time em uma só edição do Brasileirão.

Mesmo assim, Christian ressalta que ele e Fabiano não trabalharam sozinhos. Na opinião do atacante, a força e o entrosamento do grupo fizeram a diferença. “Havia uma boa cobertura no meio, com o Fernando e o Anderson, na defesa, com o Régis e o Marcão, e no gol, com o André. Eles nos davam todo esse suporte, e assim eu e o Fabiano tínhamos tranquilidade para criar. A união desses fatores nos deu uma grande sintonia e foi essencial para o bom rendimento do Clube”, reforça.

A temporada de 1997 também ficou marcada pelo “Gre-Nal dos 5 a 2”. No dia 24 de agosto, o Colorado foi até o estádio Olímpico e aplicou uma goleada histórica no maior rival. Christian fez o primeiro gol da partida. “O Celso Roth (técnico da equipe) cobrava muito que a gente fizesse o melhor a cada jogo. Naquele dia, nós não entramos em campo pensado em golear, entretanto, acreditávamos que era possível fazer um grande jogo. Nós estávamos em um momento melhor, invictos e crescendo na competição. O que aconteceu naquele Gre-Nal foi fruto do trabalho que desenvolvemos ao longo do ano”, recorda.


Atacante voltou ao time em 2007 para ser campeão da Recopa

Suas boas atuações no Internacional o levaram até a Seleção Brasileira. Em 1999, o atleta fez parte do grupo campeão da Copa América.  No mesmo ano, o esportista transferiu-se para o Paris St. Germain (França). Apesar das dificuldades iniciais, o jogador conseguiu se adaptar. “Demorei cerca de quatro a cinco meses para entrar no ritmo e entender como funcionava o futebol francês. Sofri muito com isso e em alguns momentos pensei em voltar. Mas após esses cinco meses de adaptação obtive resultados importantes e fui eleito o melhor jogador do campeonato por dois meses seguidos”, conta.

Em 2001, Christian foi para o Bordeaux (França). No ano seguinte teve rápidas passagens por Palmeiras e Galatasaray (Turquia). Entre 2003 e 2004 jogou pelo Grêmio. Nas duas temporadas subsequentes, o atleta passou por Omiya Ardija (Japão), São Paulo, Botafogo, Juventude e Corinthians. Em 2007, retornou ao Internacional e participou da conquista da Recopa Sul-Americana. No início de 2008, Christian mudou-se para a Portuguesa. Antes de encerrar a carreira, o atleta passou por Pachuca (México), Monte Azul, Pelotas e São Caetano.


Christian está entre os jogadores que fizeram história no Clube

Hoje, Christian atua como empresário no ramo da construção civil e do comércio de combustíveis. Longe dos gramados, ele passa o tempo livre com a família, mas ainda encontra tempo para torcer pelo Internacional. “Agora posso curtir os finais de semana com a família. Sempre que posso, acompanho os jogos do Inter. Fico brabo com as derrotas e vibro nas vitórias. Estou feliz com esta nova etapa da vida. Trabalho com negócios não ligados ao futebol, mas que me dão prazer”, finaliza.



Voltar
Loja Virtual