Vacaria

Vacaria

Olavio Dorico Vieira

Por Leonardo Fister (matéria publicada na edição nº 73 da Revista do Inter)

Vacaria foi um dos maiores laterais-esquerdos do futebol brasileiro. Nasceu em Urussanga, Santa Catarina, em 26 de janeiro de 1949. Começou a jogar futebol aos 16 anos no Glória de Vacaria. Em 1968, aos 18, tornou-se profissional e foi para o 14 de Julho de Passo Fundo. Foi no clube do interior que Olavio se tornou Vacaria, apelido que o acompanharia pelo resto de sua carreira. “No ambiente de vestiário todo mundo tem que ter um apelido, então o pessoal começou a me chamar de Vacaria, pois eu joguei antes no Glória. O nome pegou e até hoje eu o carrego com muito orgulho”, afirma o ex-jogador.


Vacaria brilhou na década de 70 com a camisa colorada

Em 1970, após uma grande temporada pelo 14 de Julho, onde terminou como um dos artilheiros do interior, Vacaria veio para o Internacional. Apesar de ter feito parte do grupo campeão gaúcho nos anos de 70 e 71, o lateral não se firmou como titular e foi emprestado ao Figueirense em 1972. No time catarinense, Vacaria teve uma grande passagem, conquistou o título estadual e chamou a atenção das equipes de São Paulo e Rio de Janeiro. “Fui para o Figueirense em 1972 e três meses depois da minha chegada já era considerado o melhor jogador de Santa Catarina. Logo, o São Paulo, o Palmeiras e o Botafogo começaram a se interessar por mim, mas os dirigentes do Figueirense disseram que não podiam me negociar, pois eu pertencia ao Inter e estava lá de empréstimo”, conta.

No ano seguinte, o atleta retornou ao Internacional e se tornou titular absoluto das equipes comandadas por Dino Sani (1973-1974) e Rubens Minelli (1975-1976). Ao lado de craques como Valdomiro, Carpegiani, Caçapava, Falcão e Figueroa, Vacaria participou do time que conquistou o bicampeonato brasileiro (1975-1976) e o octacampeonato gaúcho (1976).  Na opinião do lateral, a qualidade e a união do grupo foram fatores diferenciais para o sucesso. “O grau daquela turma fazia a diferença. Além disso, éramos muito unidos, sempre procurávamos ajudar um ao outro e tínhamos uma determinação muito grande durante o jogo. Foi fantástico trabalhar com aquele grupo”, ressalta o ex-atleta.

Vacaria também faz questão de destacar o papel de Rubens Minelli naquele período tão vitorioso. “O Rubens Minelli era parte daquilo. Ele nos treinou de uma maneira que nos tornamos quase imbatíveis. Nós já estávamos em uma evolução na primeira metade da década, mas o Minelli nos fez melhorar ainda mais. Ele sabia muito. Nunca o vi fazer uma substituição errada”, enfatiza Vacaria.

Em 1977, o jogador foi para o Palmeiras e fez parte da equipe vice-campeã brasileira em 1978. No início da década seguinte, abandonou a carreira de atleta e tornou-se treinador. Como técnico passou por equipes do interior gaúcho e de Santa Catarina. Em 1998, foi campeão catarinense pelo Criciúma. Antes de falecer, em 30 de julho de 2016, também integrou a comitiva do departamento de relações sociais do Clube nas viagens consulares.



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