Cláudio Duarte

Cláudio Duarte

Cláudio Roberto Pires Duarte

Carreira no Inter:

Jogador
1968-1969 Categoria Júnior: Vice-campeão gaúcho em 1968 e campeão em 1969
1969-1977 Categoria Profissional: octacampeão gaúcho, bicampeão brasileiro, campeão da Taça Cidade de Porto Alegre, vice-campeão gaúcho em 1977

Treinador
1978-1979: campeão gaúcho, campeão da Copa do Governador do RS, campeão da Copa Estado do RS, terceiro colocado no Brasileiro de 1978.
1981-1982: campeão gaúcho
1990-1991: campeão gaúcho
1994-1995: campeão gaúcho
2001-2002: salvou o Inter da segunda divisão em 2002

Supervisor técnico
1979: tricampeão brasileiro invicto

Diretor Técnico
2003: campeão gaúcho

Claudião, um líder por natureza

Lateral marcou época no esquadrão dos anos 70

Por Juliano Soares

Um líder dentro e fora de campo. Este é Cláudio Roberto Pires Duarte, ou simplesmente Claudião, como é conhecido. Lateral-direito de boa técnica e muita dedicação dentro das quatro linhas, atuou em uma das décadas mais vitoriosas da história do Internacional. Durante sua carreira como jogador, Cláudio atuou apenas com a camiseta colorada. Oriundo das categorias de base do Clube, logo que subiu aos profissionais, em 1969, conquistou o título gaúcho daquele ano. A partir daí as conquistas não pararam mais. Até o fim de sua carreira, venceu títulos em todas as temporadas que atuou.

O grande de time da década de 70 que teve seu auge no bicampeonato brasileiro de 1975 e 1976 começou a ser formado por Daltro Menezes aproveitando os jovens surgidos na base. Em 1969, os juniores do Inter haviam sido campeões gaúchos com uma campanha excelente. Daltro utilizou muitos destes jovens talentos para formar o grupo que seria multicampeão posteriormente. Neste grupo estavam Flavio, Escurinho, Jangada, Luiz Carlos, Paulo Cesar Carpegiani e o próprio Claudião “Foi muito bom participar desta equipe. Era um time formidável. Tive a oportunidade de jogar em todas as conquistas do Octa Gaúcho” comemora.

Porém uma série de lesões no joelho abreviou a carreira do bom lateral direito. Os problemas ocorreram justamente no auge de sua forma física e técnica. “Era capitão do time, presidente do primeiro sindicato dos atletas profissionais do Rio Grande do Sul, estava muito bem naquele ano. E também estava praticamente convocado para a Seleção que iria disputar a Copa do Mundo de 1978 na Argentina”, relembra. No final do ano de 1977, às vésperas da convocação para a Seleção, após duas cirurgias no joelho o departamento médico do Inter anunciou que Cláudio não teria mais chances de seguir no futebol.

Em março de 1978, Claudião trabalhava firme no departamento médico do Inter buscando ainda a recuperação de sua lesão. Foi quando o então presidente Marcelo Feijó e o vice de futebol Gilberto Medeiros o pediram para assumir durante uma semana o cargo de treinador do Inter, enquanto eles procuravam substituto para o então técnico Carlos Gaineti. Cláudio permaneceu durante quatro meses no cargo e foi o técnico mais jovem a dirigir o Inter, com apenas 26 anos.

Além de jogador e treinador Cláudio Duarte também foi supervisor técnico em 1979, quando o Inter foi tricampeão brasileiro invicto, e diretor técnico em 2003, conquistando o bicampeonato gaúcho. O jeito durão com que comanda as equipes contrasta com o ar simpático e acolhedor com que trata os amigos que fez durante todos estes anos no Beira-Rio. Enquanto conversava com o repórter para esta matéria, Claudião foi abordado por funcionários de diversos departamentos do Clube e abraçou todos com muito carinho. “Tenho muitos amigos aqui é muito bom ver o crescimento do Clube como entidade e isso se reflete dentro de campo”, afirma.

Quando vinha jogar contra o Inter no Beira-Rio e entrava pelo vestiário do visitante era abordado por Seu Hervínio, funcionário mais antigo do Clube, que com lágrimas nos olhos dizia. “Você não pode jogar contra nós”, dizia. Este é o reconhecimento por seu trabalho e dedicação com todos que fazem parte deste Clube.



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