André

André

André Döring

Nascimento: 25/7/1972
Naturalidade: Venâncio Aires (RS)

Títulos:
Campeonato Gaúcho: 1991, 1992, 1994, 1997, 2004, 2005.
Campeonato Mineiro: 2003
Copa Sul Minas: 2001
Copa do Brasil: 1992, 2000, 2003
Recopa Sul-Americana: 1998

Trajetória no Inter:
109 jogos
53 vitórias
20 empates
36 derrotas

O goleiraço André (matéria reproduzida da Revista do Inter nº 41)

André Doring faz parte da história do Internacional como um dos grandes números 1 revelados pelo Clube até hoje.

Por Juliano Soares

O Internacional tem tradição em revelar bons goleiros. André Doring foi mais um dos talentos revelados pela escola de goleiros que se tornou o Inter. Natural de Venâncio Aires, no interior gaúcho, o jogador veio para o Clube em 1989 e passou por todas categorias de base até chegar aos profissionais em 1992. A partir daí André viveu um tempo de aprendizado e amadurecimento. Convivia com grandes goleiros como Fernandez, Goycochea, Sérgio e Taffarel e procurava absorver o máximo de cada um deles.

André sempre teve como exemplo o grande Taffarel, não apenas como uma referência técnica, mas também como homem. “O Taffa comandava a escola de goleiros daquela época. Ele era a referência na linha de treinamento e de trabalho que todos queriam seguir. O espelho lá em cima sempre foi Taffarel”, revela André.

Em 1992 André fazia parte do grupo campeão da Copa do Brasil, era reserva do paraguaio Fernandez. Fazia 13 anos que o Inter não ganhava um título de projeção nacional, esta conquista foi tão importante para o Clube quanto para André “Eu aprendi muito com aquele grupo principalmente com o Fernandez. Ele já estava com uma idade avançada, mas ele sempre dizia que o desempenho dentro do campo é reflexo do trabalho durante a semana. Era isso que eu procurava fazer para ter uma confiança nas partidas”, conta.

A titularidade veio no ano de 1996, durante três anos André vestiu a camisa 1 do Inter e viveu grandes momentos com a jaqueta vermelha. O auge da carreira foi o ano de 1997 quando chegou a ser convocado para a Seleção Brasileira e teve atuações brilhantes no Inter. Um exemplo é a partida entre Inter e Santos pelas oitavas-de-final da Copa do Brasil, no Beira-Rio, o Inter venceu por 2 a 0, devolvendo o placar sofrido na Vila Belmiro. Nas penalidades, ele pegou duas cobranças, garantindo o 3 a 2 que classificou a equipe colorada. "Não fui herói, o mérito foi do grupo", ameniza.
Nos quinze anos como goleiro André sempre foi seguro debaixo das traves. Durante toda a sua carreira defendeu apenas três times Inter, Cruzeiro e Juventude. Após três anos como titular do Internacional André foi vendido para o Cruzeiro, defendeu o clube mineiro em quatro temporadas, porém as seguidas lesões o impediram de ter uma boa sequencia de jogos.

Em 2003 André voltou ao Inter, neste retorno ao Beira-Rio o goleiro viveu um dos momentos mais angustiantes da carreira. O fato ocorreu na final do Gauchão de 2005 onde o Inter enfrentava o 15 de Novembro em Campo Bom. Até os 22 minutos da segunda etapa, fazia uma partida impecável, mas numa dividida com o centroavante Jacques acabou quebrando o antebraço esquerdo em dois lugares. Foi levado ao Hospital, onde de lá acompanhou o Inter ser tetracampeão. “A maior agonia foi ter chego no hospital e ficar sabendo que os caras tinham feito dois gols. Mas quando recebi a notícia que o Inter foi campeão ai eu desmontei, chorei, comemorei. Imagina ficar de fora e perder a final ai não dá! Felizmente fomos campeões e o Inter manteve a sina de buscar fora de casa seus títulos” relembra.

Depois de defender o Juventude e sofrer outra grave lesão André decidiu parar de jogar. O profissional ainda trabalhou no Inter como preparador de goleiros da base e auxiliar técnico.



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