Figueroa

Figueroa

Elias Ricardo Figueroa Brander

Posição: Zagueiro
Data de Nascimento: 25/10/1945
Naturalidade: Valparaiso - Chile

Carreira:
Santiago Wanderes (CHI): 1963
Unión La Calera (CHI): 1964
Santiago Wanderes (CHI): 1965 - 1967
Peñarol: 1967 - 1971
Internacional: 1971 - 1977
Palestino: 1977 - 1979
Fort Lauderdale Strikers (EUA): 1980 - 1980

Títulos:
Campeonato Uruguaio - 1967 - Peñarol
Campeonato Uruguaio - 1968 - Peñarol
Campeonato Gaúcho - 1971 - Internacional
Campeonato Gaúcho - 1972 - Internacional
Campeonato Gaúcho - 1973 - Internacional
Campeonato Gaúcho - 1974 - Internacional
Campeonato Brasileiro - 1975 - Internacional
Campeonato Gaúcho - 1975 - Internacional
Campeonato Brasileiro - 1976 - Internacional
Campeonato Gaúcho - 1976 - Internacional

"A área é a minha casa, aqui só entra quem eu quero." Esse era o lema de don Elias Ricardo Figueroa Brander, o zagueiro-central chileno Figueroa, que no início dos anos 70 dividiu com Falcão a condição de maior ídolo do Internacional. No dia 14 de novembro de 1971, Figueroa desembarcou em Porto Alegre, comprado do Peñarol, do Uruguai (clube que defendeu nos primeiros quatro anos de sua carreira). Era uma espécie de resposta da diretoria colorada ao Grêmio, que pouco antes trouxera também um estrangeiro, o zagueiro uruguaio Ancheta, do Nacional, do Uruguai, um dos destaques de sua Seleção na Copa de 1970. Mas no Inter, Figueroa seria muito mais do que Ancheta foi no Grêmio. Com 1m84cm de altura, Figueroa era elegante, técnico e raçudo.

Um zagueiro-central quase perfeito, que também sabia fazer dos cotovelos uma arma contra aqueles que ousavam invadir "sua casa", como Palhinha e Tarcísio acabariam conhecendo ao longo dos anos. Figueroa era um jogador espetacular, sendo eleito o melhor jogador do Brasileiro de 1975. Pelo Chile, disputou as Copas do Mundo de 1966, na Inglaterra, 1974, na Alemanha, e 1982, na Espanha, sendo eleito o melhor zagueiro da Copa de 74.

Além de um grande atleta, Figueroa era um jogador diferenciado. Presença constante nas colunas sociais de Porto Alegre ao lado da bela esposa Marcela, ficou famoso pelo bom gosto por vinhos e pela literatura. Mas era no campo, com sua impressionante impulsão e seu domínio absoluto do posicionamento em campo, que Figueroa se tornou uma presença mítica, quase um Deus para os colorados.

No Internacional, foi bicampeão brasileiro (1975 e 1976) e hexacampeão gaúcho (de 1971 a 1976). Foi dele o gol que deu a vitória por 1 x 0 sobre o Cruzeiro, na final do Brasileiro de 1975, que valeu ao Inter seu primeiro título nacional. Marcado de cabeça, na única faixa ensolarada sobre o gramado do Beira-Rio naquela tarde, e, por isso, batizado de "Gol iluminado".

Capitão da equipe desde o primeiro jogo e apontado pela crônica especializada como o melhor jogador do continente por três anos consecutivos (1974, 1975 e 1976), Figueroa jogou sua última partida pelo Internacional em janeiro de 1977, sob as vaias da torcida inconformada com sua saída iminente. Depois, foi para o Palestino, do Chile, e encerrou a carreira no Fort Lauderdale, dos Estados Unidos.

Imagens do atleta


FONTE: site "Clássico Gre-Nal - A maior rivalidade do Brasil"
(http://www.classicogrenal.com.br/)



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